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🧠 Cuidado ao Dizer que "Todo Mundo Agora Tem TDAH ou TEA"

Atualizado: 14 de mai. de 2025


Nos últimos tempos, temos ouvido com frequência frases como:

“Hoje todo mundo tem TDAH...”

“Essa geração virou tudo autista...”

“É só moda agora esse negócio de laudo...”


Mas será que temos ideia do que essas palavras causam nas famílias que convivem com diagnósticos reais?

Será que entendemos o peso emocional, social e até financeiro de cuidar de uma criança com TDAH, TEA ou outras condições neurológicas?


Diagnóstico não é rótulo. É ponto de partida.

Para muitas mães, pais e responsáveis, receber um diagnóstico não é sinônimo de alívio.

É um choque, um medo, um início de luto e de luta.

Luto pelo ideal de infância que imaginaram.

Luta diária contra sistemas que não acolhem, escolas despreparadas, filas intermináveis, e olhares que julgam.

O diagnóstico vem acompanhado de terapias caras, de incertezas, de inseguranças...

E ao mesmo tempo, de amor dobrado. De coragem renovada. De descobertas sobre como amar e cuidar de um jeito único.


Quando falamos sem cuidado, ferimos quem já está ferido

Ao ironizar, generalizar ou banalizar diagnósticos, acabamos deslegitimando o esforço de famílias inteiras que:

  • Acordam de madrugada para garantir a medicação do filho

  • Lutam por uma vaga na sala de recursos

  • Defendem o direito de brincar, estudar, conviver

  • Carregam culpa, cansaço e um amor que desafia limites

Essas pessoas não querem piedade. Querem respeito e empatia.


Precisamos escutar mais e julgar menos

Comportamentos que fogem do que esperamos não são, automaticamente, fruto de desatenção ou falta de limites.

Crianças que choram, se frustram ou não acompanham o ritmo da escola podem estar enfrentando desafios que ainda não compreendemos.

E mães que buscam avaliações, laudos ou atendimentos especializados não querem “vantagens” — elas estão, com coragem e amor, tentando entender melhor seus filhos e oferecer o que há de melhor para eles.

As famílias só estão tentando entender seu filho. E serem ouvidas.

Quem vê de fora, não sabe do todo. Por isso, o respeito deve vir antes da opinião.



Uma sociedade mais justa começa com palavras mais conscientes

Quando falamos com leveza sobre algo que é pesado para o outro, corremos o risco de ser cruéis sem perceber.

Por isso, antes de repetir uma frase pronta, pergunte a si mesmo:

  • "E se fosse comigo?"

  • "E se fosse com meu filho?"

  • "E se eu estivesse enfrentando isso em silêncio?"


💙 Entre Abraços e Lições, aprendemos a conviver com mais cuidado

Aqui, não se trata de moda.

Se trata de gente.

De histórias reais.

De famílias inteiras que precisam ser vistas, respeitadas e acolhidas.

Porque quem ama, escuta.

Quem cuida, cuida também das palavras.

 
 
 

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